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Custo médico-hospitalar sobe 15,4%, revela IESS

09 de novembro de 2015

Os custos das operadoras de planos de saúde com consultas, exames, terapias e internações, apurado pelo Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), cresceram 15,4% nos 12 meses encerrados em março de 2015. Um crescimento bastante superior à variação da inflação geral no País, medida pelo IPCA, que registrou alta de 8,1% no mesmo período. Apesar da taxa elevada, o VCMH de março deste ano ficou abaixo do registrado no mesmo mês em 2014, quando apresentou o maior valor da série histórica: 18,2%.

"Apesar da desaceleração em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior, o aumento do VCMH continua em um ritmo quase duas vezes superior ao da inflação medida pelo IPCA”, adverte Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS. “O ritmo de elevação do indicador VCMH deve ser um fator de preocupação e reforça a necessidade de debater os fatores que potencializam a alta de custos da saúde suplementar no Brasil. É preciso pensar em melhorias nesse setor, priorizando eficiência e o combate ao desperdício”, complementa.

O VCMH/IESS é o principal indicador utilizado pelo mercado de saúde suplementar como referência sobre o comportamento dos custos. O cálculo utiliza os dados de um conjunto de planos individuais de operadoras, e considera a frequência de utilização pelos beneficiários e o preço dos procedimentos. Dessa forma, se em um determinado período o beneficiário usou mais os serviços e os preços médios aumentam, o custo apresenta uma variação maior do que isoladamente com cada um desses fatores. A metodologia aplicada ao VCMH/IESS é reconhecida internacionalmente e aplicada na construção de índices de variação de custo em saúde nos Estados Unidos, como o S&P Healthcare Economic Composite e Milliman Medical Index. 

O superintendente-executivo do IESS destaca que o principal fator para a desaceleração no avanço do VCMH foi a retração de 3 pontos porcentuais (p.p.) na VCMH de internações, que respondem por aproximadamente 58% da composição do índice. O que significa que os custos com internações subiram 13,8% nos 12 meses encerrados em março de 2015 ante 16,8% no período anterior.

O gasto com consultas, que corresponde a 11% da composição do índice, subiu 10,5%. Nos 12 meses encerrados em março de 2014, esse crescimento havia sido de 12,1%. Os custos de Exames e Terapias avançaram 14,6% e 20,6%, respectivamente, no período.

Carneiro aponta, ainda, que a faixa etária dos beneficiários de planos de saúde é um fator crucial na VCMH. “É natural que seja mais caro tratar pessoas acima de 59 anos, dado o surgimento ou agravamento, por exemplo, de doenças crônicas e outros problemas relacionados ao avanço da idade. O fato de os beneficiários de planos de saúde serem mais idosos do que a população em geral impacta diretamente nos valores dos planos e o envelhecimento populacional incide diretamente no aumento dos custos médico-hospitalares”, ressalta. A base de cálculo do VCMH/IESS registra 22,5% dos beneficiários com mais de 59 anos. Na população brasileira como um todo, essa proporção é de 11,8% de acordo com o IBGE.

Fonte: IESS

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